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amor e cabanas

Acabou mais um verão e o outono já vai levado pela metade. Divido-me entre dois livros que são ensaios sobre o fim - a morte, o sentido da vida, o absurdo, os passos trémulos da velhice rumo ao contacto inevitável, inalterável e incontornável com a deterioração da vida. E nada disto é simbólico. Nós não tocamos a morte, deixamo-nos submergir - uns mais docemente que outros. Com a noite que chega mais cedo, também eu me torno mais sombria e fechada em torno do meu próprio círculo de pensamentos sorumbáticos. Estes domingos de clausura, tão longe dos Alpes e da alegria que o sol me traz, em que saltito de livro em livro e revejo a matéria estudada, são dias de estar a sós comigo e, caramba, que há de mais terrível que o confronto com o eu?

Nesta fase de transição, é o medo que se sobrepõe. Medo de não conseguir agarrar as coisas importantes simplesmente porque, agora, as coisas que me parecem importantes não são as verdadeiras coisas importantes. Claro que, somadas todas as parcelas, is…

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