canção do abandono

- Sabes o que é uma coisa elevada ao expoente da loucura?

Somos mais que um, pouco menos de três. E também não somos só dois. Qualquer coisa compreendida entre um limite livre de parasitas que nos enchem a razão de sentenças mortas.
Talvez seja isso, talvez.
Mas continuamos sentados à mesa, respeitando todas as normas e, apesar disso, dispensamos mais de metade de tudo, queremos um pouco de nada. Um quarteirão vazio entre a vasta dimensão sideral. Vazio mas cheio, não fosse isto arrazoado de uma aritmética especial, que transforma os expoentes cúbicos e quadrados, as quartas, quintas e outras quantas potências, em vocábulos sequenciadores de demência mental, de vida e mecânica. O calor incide na toalha de xadrez verde e amarelo, lembrando as tórridas temperaturas que cingem as mãos e os braços e as pernas, que já se cingem a eles mesmos, provocando febres alarmantes em ambas as partes.
Somos sete terços.
Ignorar. Oh, que se lixem talheres, pratos, toalhas de xadrez, regras de etiqueta e boas maneiras, normas, leis da natureza. Contrariemos a gravidade, a lei da inércia, mais a do efeito fotoeléctrico.

Fuck L Ron Hubbard and
Fuck all his clones.
Fuck all these gun-toting
Hip gangster wannabes.
Learn to swim.
Fuck retro anything.
Fuck your tattoos.
Fuck all you junkies and
Fuck your short memory.

Porque brilha muito. E não adianta mostrar como brilha, ou de que maneira o faz. Isto é bem capaz de ser qualquer coisa “elevada ao expoente da loucura”, cito.

I wanna see it come down.
Come down.
Suck it down. Flush it down.
Ænema, Tool

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